
Mercados globais em foco para investidores: semana repleta de decisões de bancos centrais, dados de inflação e PIB, além do pico de resultados corporativos da semana de 27 de abril a 1 de maio de 2026
A semana que se aproxima promete ser intensa nos mercados globais. Os investidores aguardam os resultados das reuniões dos bancos centrais, importantes divulgações macroeconômicas (desde a inflação até os índices PMI) e uma fase ativa de relatórios trimestrais. O foco está nas empresas dos índices S&P 500, Euro Stoxx 50, Nikkei 225 e MOEX, incluindo os principais players dos setores financeiro, energético e tecnológico. De acordo com a FactSet, cerca de 28% das empresas do S&P 500 já publicaram seus relatórios do 1º trimestre de 2026: 84% superaram as previsões de lucro (contra uma média de 78%), e 81% excederam as expectativas de receita (contra 70%). Os investidores avaliarão não apenas os resultados financeiros, mas também as previsões das direções das empresas, além da reação dos reguladores aos novos dados macroeconômicos.
Segunda-feira, 27 de abril de 2026
O dia começará com importantes notícias políticas e macroeconômicas. Na segunda-feira, nos EUA, ocorrerá a visita de estado do rei do Reino Unido, Carlos III — ele se encontrará com o presidente Trump em Washington. Nos mercados financeiros, surgirão dados da Ásia e da Europa: na China, serão divulgados os dados de lucro das empresas industriais de março, na Alemanha, o índice de clima do consumidor GfK (maio), e nos EUA, o índice de atividade industrial do Banco da Reserva Federal de Dallas (abril). Esses indicadores oferecerão uma visão sobre a dinâmica da demanda e a confiança do consumidor em diferentes regiões.
- Macroeconomia: lucro das empresas industriais chinesas de março; pesquisa GfK sobre o clima do consumidor na Alemanha (maio); índice líder do Dallas Fed (abril).
- Grandes empresas (relatórios): Verizon (telecomunicações, EUA) e Cadence Design (design de chips, EUA) divulgarão seus resultados do 1º trimestre, enquanto a rede de varejo Bed Bath & Beyond apresentará seus indicadores financeiros para o mesmo período. Esses relatórios revelarão o estado dos mercados de telecomunicações e varejo.
Os investidores devem prestar atenção a esses lançamentos corporativos, bem como aos comentários dos reguladores durante a visita do monarca britânico ao país.
Terça-feira, 28 de abril de 2026
Na terça-feira, as reuniões dos bancos centrais e os dados dos EUA definirão o tom das negociações. O mercado monitorará a reunião do Banco do Japão (decisão sobre a taxa e coletiva de imprensa) e o discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde, que podem fornecer indicações sobre a política monetária. Na zona do euro, serão divulgadas as expectativas de inflação do consumidor (abril); nos EUA, os relatórios ADP sobre empregos (semana), índice de preços de imóveis S&P/Case-Shiller (fevereiro), índice de confiança do consumidor do Conference Board (abril) e índice de atividade empresarial de Richmond (abril). Ao final do dia, os dados da API sobre os estoques de petróleo e derivados também serão divulgados.
- Macroeconomia: reunião do Banco do Japão (taxa e coletiva de imprensa); Lagarde (BCE) fará uma apresentação à noite; dados dos EUA: ADP (empregos no setor privado), Case‑Shiller (preços de imóveis), confiança do consumidor do CB, índice de Richmond; estoques de petróleo de agências (API).
- Grandes empresas (relatórios): United Parcel Service (UPS, logística, EUA) e Coca‑Cola (bens de consumo, EUA) divulgarão resultados trimestrais - esses gigantes do S&P 500 darão referências sobre a demanda. Além disso, serão apresentados relatórios da Kimberly‑Clark (bens de consumo, EUA), S&P Global (dados financeiros, EUA) e Novartis (farmacêutica, Suíça, Euro Stoxx 50). Esses lançamentos permitirão avaliar a situação nos setores de consumo e industrial.
O dia promete ser rico em números: os investidores analisarão os dados de emprego (ADP) e os sinais das principais empresas, além das notícias do BCE, para entender o quão rigorosa se tornará a política monetária.
Quarta-feira, 29 de abril de 2026
Quarta-feira é um dia-chave da semana: nos EUA, inicia-se uma reunião de dois dias do FOMC (decisão final - na noite de quinta-feira), na qual espera-se que a taxa permaneça inalterada. Simultaneamente, no Canadá, também ocorrerá uma reunião do banco - uma pesquisa da Reuters mostra que economistas prevêem que a taxa se mantenha em 2,25%. No contexto macroeconômico, serão divulgados: confiança do consumidor e expectativas de inflação na zona do euro, dados do CPI da Alemanha de abril, pedidos de bens duráveis, início de construção de moradias e o saldo comercial preliminar dos EUA, assim como a inflação (CPI) na Rússia (abril) e o índice de confiança do consumidor na zona do euro (abril). Não devemos esquecer que, pela manhã, na Austrália, serão divulgados dados sobre inflação (CPI, 1º trimestre), além dos relatórios tradicionais sobre os estoques de petróleo (EIA).
- Macroeconomia: reunião do Fed dos EUA (espera-se que a taxa permaneça inalterada); taxa do Banco do Canadá (previsão - 2,25%); zona do euro - confiança do consumidor e expectativas de inflação; Alemanha - CPI (abril); EUA - pedidos de bens duráveis, construção de moradias, saldo comercial; CPI da Rússia (abril); estoques de petróleo conforme dados do EIA.
- Grandes empresas (relatórios): Yum! Brands (restaurantes, EUA) e Yum China (restaurantes, Hong Kong) apresentarão resultados, influenciando o setor de fast food. Entre outros: AbbVie (farmacêutica, EUA), Stanley Black & Decker (ferramentas, EUA), Cognizant (IT‑outsourcing, EUA), Teva Pharmaceutical (farmacêutica, EUA/Israel). Esses relatórios mostrarão como vão as empresas nos setores de consumo e farmacêutico no contexto da recuperação pós-pandemia.
Os investidores devem acompanhar as decisões do Fed e do Banco do Canadá, assim como a reação dos mercados aos dados chave sobre inflação e mercado de trabalho.
Quinta-feira, 30 de abril de 2026
Na quinta-feira, os indicadores econômicos de longo prazo e os relatórios corporativos dos gigantes subirão à tona. Às 11:00 MST, serão divulgados os dados do PIB da Alemanha (1º trimestre preliminar); às 12:00, os dados do PIB e da inflação da zona do euro (1º trimestre, preliminar e CPI de abril preliminar). Em seguida, haverá uma coletiva de imprensa do BCE (15:45), na qual será anunciada a decisão sobre a taxa (espera-se que seja mantida), e o presidente do Banco da Inglaterra se apresentará às 16:15 (resultados da reunião do BoE). Nos EUA, será divulgado um relatório ampliado sobre o PIB (1º trimestre, preliminar), índice de preços (PCE, março) e declarações semanais sobre desemprego. O dia será finalizado com a estatística do índice PMI de Chicago (abril). Além disso, haverá os PMIs asiáticos: da Austrália, Japão, Reino Unido e Canadá para abril (à noite, no horário de Moscou).
- Macroeconomia: taxas de bancos centrais: Brasil (00:30 MST), China - PMI (abril); Alemanha - PIB (1º trimestre preliminar) às 11:00; zona do euro - PIB (1º trimestre preliminar) e CPI (abril) às 12:00; Reino Unido - reunião do BoE (taxa) às 14:00, e apresentação do presidente do Banco às 16:15; zona do euro - decisão do BCE (taxa, coletiva de imprensa) às 15:15 e 15:45; EUA - PIB (1º trimestre, preliminar) às 15:30, PCE (março), primeiros pedidos de seguro-desemprego; às 16:45 - índice de atividade empresarial de Chicago PMI; gás natural dos EUA - dados do EIA.
- Grandes empresas (relatórios): entre os gigantes que divulgam resultados na quinta-feira estão Allstate (seguros, EUA), MasterCard (fintech, EUA), Merck & Co (farmacêutica, EUA), Stellantis N.V. (automóveis, Europa), Carrier Global (HVAC, EUA), Xerox (tecnologia, EUA). Seus lançamentos fornecerão sinais sobre os setores de serviços financeiros, automotivo e de tecnologia.
Na noite de quinta-feira, a atenção se volta para o relatório do setor de petróleo e gás da Europa — interrupção do transporte de petróleo pela "Amizade" para a Alemanha — e os relatórios trimestrais de grandes empresas. Os investidores avaliarão como esses fatores, juntamente com as decisões dos bancos centrais, definirão a trajetória futura do mercado.
Sexta-feira, 1 de maio de 2026
A sexta-feira transcorrerá sob a égide do feriado de maio: em muitos mercados (China, Brasil, Índia, principais países da Europa etc.), não há negociações. Os EUA, Rússia e Reino Unido participarão das operações. A atenção especial se voltará ao tema russo: o Ministério da Fazenda da Rússia retomou as operações de câmbio de acordo com a regra orçamentária, enquanto na Alemanha, devido à interrupção do transporte de petróleo pela "Amizade", aumentou o risco de interrupções nas entregas. Na economia: o índice de atividade empresarial S&P Global PMI de abril — Reino Unido, Canadá (16:30 MST), EUA (16:45 e 17:00) — mostrará a velocidade da recuperação industrial e da demanda, enquanto o setor automotivo continuará celebrando a redução das tarifas sobre veículos elétricos.
- Macroeconomia: na sexta-feira, não há principais divulgações macroeconômicas (feriados de maio); eventos chave — interrupção do transporte de petróleo pela "Amizade" para a Alemanha, retomada das operações de câmbio pelo Ministério da Fazenda da Rússia de acordo com a regra orçamentária, PMI finais de produção: Austrália, Japão (3:30 MST), Reino Unido (11:30), Canadá (16:30), EUA (S&P PMI às 16:45, ISM às 17:00).
- Grandes empresas (relatórios): ExxonMobil (petróleo e gás, EUA) divulgará dados do 1º trimestre, além de relatórios da Colgate-Palmolive (bens de consumo, EUA), Aon (seguros, EUA), Lear Corporation (automóveis, EUA), Linde (gases industriais, EUA), Dominion Energy (energia, EUA) e LyondellBasell (química, EUA). Essas publicações ajudarão a avaliar o setor de commodities e indústrias em meio a riscos globais.
Os investidores devem prestar atenção à dinâmica da inflação e às posições dos bancos centrais: os resultados da semana serão apresentados pelo Fed e pelo BCE, enquanto os relatórios das maiores empresas continuarão a influenciar as expectativas de crescimento dos lucros corporativos. O pico da temporada de resultados nos EUA já passou — no entanto, novos dados de alguns setores podem corrigir a avaliação da estabilidade da recuperação econômica.